Uma noite super especial em Notorious Bar

NOTORIOUS HOT CLUB 23/10/2018
Ph Fernando Ibarra Leer más de NOTORIOUS ...

El pasado viernes 19 se cumplió el 105° aniversario del nacimiento del poeta Vinicius de Moraes. El sábado grandes músicos brasileros y argentinos, Derick Santos (guitarra y voz), Josi Dias (voz), Estéban Blanco (batería), Mariano Promet (contrabajo) y Alejo Scalco (piano), se reunieron para rendirle homenaje a Vininha y a su álbum "La Fusa de Vinicius de Moraes". Sonaron todos los éxitos del disco "A Felicidade", "Tomara", "Eu sei que vou te amar", "Se todos fossem iguais a voce" y otros temas que si bien no forman parte del disco son clásicos como "Tarde em Itapoa". Fué si dudas una noche súper especial porque entre el público presente se encontraban dos mujeres muy importantes en la vida de Vinicius: Marta Rodriguez Santamaria, ex esposa del poeta, y María Creuza, quienes al final del concierto se sumarian a la banda para contarnos alguna historia y deleitarnos interpretando "Voce Abusou" y "A Felicidade".

Vinícius de Moraes (1913-1980) foi um poeta e compositor brasileiro. "Garota de Ipanema", feita em parceria com Antônio Carlos Jobim, é um hino da música popular brasileira. Além de ter sido um dos mais famosos compositores da música popular brasileira e um dos fundadores, nos anos 50, do movimento musical Bossa Nova, foi também importante poeta da Segunda Fase do Modernismo. Foi também dramaturgo e diplomata.

Marcus Vinícius Melo Morais, conhecido como Vinícius de Moraes, nasceu no Rio de Janeiro, no dia 19 de outubro de 1913. Filho do funcionário público e poeta Clodoaldo Pereira da Silva e da pianista Lídia Cruz desde cedo já mostrava interesse por poesia. Ingressou no colégio jesuíta Santo Inácio onde fez os estudos secundários. Entrou para o coral da igreja onde desenvolveu suas habilidades musicais. Em 1928 começou a fazer as primeiras composições musicais.

Faculdade de Direito
Em 1929, iniciou o curso de Direito da Faculdade Nacional do Rio de Janeiro. Em 1933, ano de sua formatura, Vinicius publica seu primeiro livro de poemas, “O Caminho Para a Distância", onde reúne suas poesias. Não exerceu a advocacia. Trabalhou como representante do Ministério da Educação na censura cinematográfica, até 1938, quando recebeu uma bolsa de estudos e seguiu para Londres, onde estudou Literatura Inglesa na Universidade de Oxford. Trabalhou na BBC londrina até 1939. Em 1940, iniciou, no jornal “A Manhã”, a carreira jornalística, escrevendo uma coluna como crítico de cinema.

Carreira Diplomática
Em 1943, Vinícius de Morais é aprovado no concurso para Diplomata. Vai para os Estados Unidos, onde assume o posto de vice-cônsul em Los Angeles. Serviu sucessivamente em Paris, a partir de 1953, em Montevidéu a partir de 1959 e novamente em Paris, em 1963. Voltou definitivamente ao Brasil em 1964. Em 1968 foi aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional Número Cinco.

Música e Teatro
Em 1956, Vinícius de Moraes publicou a peça teatral “Orfeu da Conceição”, levada ao palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A peça continha músicas de Vinícius e de Tom Jobim. Nesse mesmo ano, a peça foi levada para o cinema pelo francês Marcel Camus. O filme, intitulado Orfeu Negro, alcançou sucesso internacional, recebendo a Palma de Ouro, em Cannes e o Oscar de Melhor Filme estrangeiro, em Hollywood, no ano de 1959.

De volta ao Brasil, Vinícius de Moraes dedica-se à poesia e à música popular brasileira. Fez parcerias musicais com Toquinho, Tom Jobim, Baden Powell, João Gilberto, Francis Hime, Edu Lobo, Carlos Lyra e Chico Buarque. Entre suas parcerias destacam-se: "Garota de Ipanema", escrita em 1962 e musicada por Antônio Carlos Jobim, e no ano seguinte foi lançada a versão em inglês, "Gente Humilde", "Arrastão", "A Rosa de Hiroshima", "Berimbau", "A Tonga da Mironga do Kaburetê", "Canto de Ossanha", "Insensatez", "Eu Sei Que Vou Te Amar" e "Chega de Saudade".

Em 1961, compõe Rancho das Flores, baseado no tema Jesus, Alegria dos Homens, de Johann Sebastian Bach. Com Edu Lobo, ganha o Primeiro Festival Nacional de Música Popular Brasileira, com a música "Arrastão".

A parceria com o músico Toquinho foi considerada a mais produtiva. Rendeu músicas importantes como "Aquarela", "A Casa", "As Cores de Abril", "Testamento", "Maria Vai com as Outras", "Morena Flor", "A Rosa Desfolhada", "Para Viver Um Grande Amor" e "Regra Três".

Vinícius participou de vários shows e gravações com cantores e compositores importantes como Chico Buarque de Holanda, Elis Regina, Dorival Caymmi, Maria Creuza, Miúcha e Maria Bethânia. O Álbum Arca de Noé foi lançado em 1980 e teve vários intérpretes, cantando a música infantil. Esse Álbum originou um especial para a televisão.

A produção poética de Vinícius de Moraes
Vinícius de Moraes foi um poeta significativo da Segunda Fase do Modernismo. Ao publicar sua Antologia Poética, em 1955, admitiu que sua obra poética divide-se em duas fases:

A primeira fase carregada de misticismo e profundamente cristã, começa em "O Caminho para a Distância" (1933) e, termina com o poema, “Ariana, a Mulher” (1936).
A segunda fase, iniciada com “Cinco Elegias” (1943), assinala a explosão de uma poesia mais viril. “Nela – segundo ele – estão nitidamente marcados os movimentos de aproximação do mundo material, com a difícil, mas consistente repulsa ao idealismo dos primeiros anos.”
Ao englobar o “mundo material” em sua produção artística, Vinícius se inclina por uma lírica comprometida com o cotidiano, onde buscou os grandes dramas sociais do seu tempo. Os poemas “Rosa de Hiroshima” (1954) e “Operário em Construção” (1956), são exemplos desse engajamento social.

Várias experiências conjugais marcaram a vida de Vinícius, casou-se nove vezes e teve cinco filhos. Suas esposas foram Beatriz Azevedo, Regina Pederneira, Lila Bôscoli, Maria Lúcia Proença, Nellita de Abreu, Cristina Gurjão, Gesse Gessy, Marta Rodrigues e a última, Gilda Matoso.

Vinícius de Moraes faleceu no Rio de Janeiro, no dia 09 de julho de 1980, devido a problemas decorrentes de uma isquemia cerebral.

Obra de Vinícius de Moraes
Poesia:
O Caminho Para a Distância (1933)
Forma e Exegese (1935)
Ariana, a Mulher (1936)
Novos Poemas (1938)
Cinco Elegias (1943)
Poemas, Sonetos e Baladas (1946)
Pátria Minha (1949)
Antologia Poética (1955)
Livro de Sonetos (1956)
O Mergulhador (1965)
A Arca de Noé (1970)
Teatro:
Orfeu da Conceição (1954)
Cordélia e o Peregrino (1965)
Pobre Menina Rica (1962)
Prosa:
O Amor dos Homens (1960)
Para Viver Um Grande Amor (1962)
Para Uma Menina Com Uma Flor (1966)

María Creuza es una gran cantante nacida el 26 de Febrero en Explanada, Bahía, Brasil. Criada en la ciudad de Salvador, María comenzó a cantar en su adolescencia, canciones en portugués y en inglés y mediante un casting se gana el lugar como conductora del programa de televisión “Encuentro con María Creuza”.
En 1966 comienza su carrera profesional como cantante, ya que interpretó canciones del compositor Antonio Carlos Pinto que la hicieron ganadora en varios festivales. Una de las canciones más relevantes es "Garota de Ipanema", popularizada por Caetano Veloso.
En 1970, Vinicius de Moraes la incorpora a su gira “La Fusa” por Uruguay y por Argentina, abriendo los shows de Toquinho. De esos conciertos sale el álbum en vivo “Vinicius de Moraes en "La Fusa" con María Creuza y Toquinho”.
Al año siguiente grabó lo que se considera su mejor álbum: “Yo… María Creuza” (“Eu... Maria Creuza”).
En 1972, nuevamente con Vinicius y Toquinho, graban “Sé que te amaré” (“Eu sei que Vou te amar”), que contiene el tema “Que maravilha”.
En el año 1973, además de grabar discos, participó en el Festival Yamaha en Japón, interpretando “Qué infierno de dolor” (Que diacho de dor), obteniendo el segundo lugar y en otra oportunidad el premio de mejor intérprete con "Luanda Silê", de Antonio Carlos y Jocafi.
En 1980, tras la muerte de Vinicius, se dedica a su carrera solista y realiza, junto con Toquinho, recitales homenaje a su padrino artístico, Vinicius de Moraes.
En diciembre de 1998, Creuza se ganó un lugar en el acto de conmemoración del centenario de la Academia Brasileña de Letras. Así se interpretaron las “14 canciones del siglo”, seleccionadas por los críticos especializados de Río de Janeiro y São Paulo.
En 1999, tras su éxito en España, graba allí “La mitad del mundo” (A linha do Equador / A Metade do Mundo), producido por Gabriel Sopeña y Mauricio Villavecchia.
El cambio de milenio le trajo como premio la participación en la banda sonora de la película “Las mujeres arriba” (con la actuación de Penélope Cruz) y en el disco “Brazilian divas” que reúne obras de Gal Costa y María Bethania.
En 2001, sus álbumes “Dije adiós” (“Seus disse adeus”, editado en 1973) y “Poética” (a la venta en 1982) fueron reeditados.
En 2003 sale a la luz “Tú y yo” (“Você e eu”), que contiene canciones de Vinicius y cuenta con la colaboración de Roberto Menescal en la guitarra.
En 2006 llega “Maria Creuza Ao Vivo”, grabado en el teatro Guaira, en Curitiba, Brasil.
En 2012, María Creuza regresa a Argentina en un esperadísimo show programado para el 16 de marzo en el ND Ateneo.
El 18 de marzo de 2015 es nombrada en el Salón Dorado de la Legislatura Porteña "Huésped de Honor de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires". En esa oportunidad brinda un recital acompañada de piano, ejecutado por su marido, el argentino Víctor Díaz Vélez. Luego, María Creuza continúa la gira latinoamericana Tributo a Vinicius de Moraes, visitando Uruguay, Chile y varias localidades de Argentina (Vera, Corrientes; Posadas, Misiones; Junín, Buenos Aires; y Capital Federal, donde actúa en el Auditorio de Belgrano.




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